quinta-feira, 9 de maio de 2013

O QUE É ACESSIBILIDADE



Acessibilidade são as condições e possibilidades de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações públicas, privadas e particulares, seus espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, proporcionando a maior independência possível e dando ao cidadão deficiente ou àqueles com dificuldade de locomoção, o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar, seja no trabalho, estudo ou lazer, o que ajudará e levará à reinserção na sociedade.
Este ainda é um grande desafio, uma constante maratona. E além das barreiras físicas presentes existem outras psicossociais que são inerentes às questões da pessoa com deficiência e que necessitam ser removidas: o preconceito, a ignorância e o medo.
A pessoa com deficiência física por lesão medular apresenta perdas ou reduções em sua estrutura física, portanto sua personalidade, seu modo de agir e pensar permanecem os mesmos. Trata-se, portanto, de alguém que se encontra numa situação de grande dependência, sendo o uso da cadeira de rodas referencial fundamental para o seu relacionamento com o meio, com o mundo. É preciso vê-la como participativa, integrada ao meio social, fortalecendo sua adaptação e aptidões e, entender que o que está errado são as edificações,os transportes etc., estes sim são os deficientes.

   Hoje, no Brasil, milhares de pessoas com algum tipo de deficiência estão sendo discriminadas nas       comunidades em que vivem ou sendo excluídas do mercado de trabalho. O processo de exclusão social de pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial é tão antigo quanto a socialização do homem.

A estrutura das sociedades, desde os seus primórdios, sempre inabilitou os portadores de deficiência, marginalizando-os e privando-os de liberdade. Essas pessoas, sem respeito, sem atendimento, sem direitos, sempre foram alvo de atitudes preconceituosas e ações impiedosas.

Referente a postagem Acessibilidade: um direito de todos



    

Considerando que a deficiência é um produto social e que as estratégias de inclusão no trabalho adotadas no Brasil são insuficientes, não levando em conta a questão das minorias, formando aspectos relevantes do complexo mundo do trabalho.  Uma das bases fundamentais dos direitos humanos é o princípio que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Discriminação e perseguição com base na raça ou etnia são claras violações desse princípio.


O certo é que a evolução desses direitos ao longo da História se deu de forma lenta e gradual. A questão dos direitos fundamentais enseja sempre inúmeras reflexões . A evolução histórica dos direitos inerentes à pessoa humana também é lenta e gradual. Não são reconhecidos ou construídos todos de uma vez, mas sim conforme a própria experiência da vida humana em sociedade, por isto é de extrema importância, para entender seu significado atual compreender como eles foram observados em eras passadas para eliminar os erros e aperfeiçoar os acertos. Entende-se necessário um estudo histórico a respeito dos direitos essenciais a pessoa humana para entender como, quando, em que contexto, eles surgiram para a humanidade. Ainda busca-se explicar a sua positivação dentro de um sistema, sendo, portanto aceitos frente ao poder político e independentes da vontade destes.


Os novos direitos econômicos e sociais assumiram, de forma determinante, a função de garantir as condições materiais indispensáveis, no sistema capitalista, para que todos os cidadãos pudessem efetivamente usufruir os direitos já garantidos na primeira geração.

Fala sobre o Direito de Acessibilidade e sua importância, ligado aos movimentos  sociais que promovem a inclusão da pessoa portadora de necessidades especiais na sociedade, bem como a garantia e a evolução de seus direitos fundamentais, como igualdade de tratamento, respeito à integridade física e moral e locomoção. Este trabalho tem como objetivo apontar a importância da mobilização das pessoas frente à causa dos que têm algum tipo de deficiência e discutir o tratamento dado a eles enquanto cidadãos, acompanhando o processo de evolução dos direitos fundamentais desde a Constituição, que tem como base a declaração dos direitos do Homem e do Cidadão, até a atual quarta geração dos direitos humanos. 




Normas ABNT Medidas Padrão Para Cadeirantes

» Medidas Padrão Para os cadeirantes:
A utilização de cadeira de rodas impõe limites à execução de tarefas, por dificultar a aproximação aos objetos e o alcance a elementos acima e abaixo do raio de ação de uma pessoa sentada. A dificuldade no deslocamento frontal e lateral do tronco sugere a utilização de uma faixa de conforto entre 0,80m e 1,00m para as atividades que exijam manipulação contínua. A mostra referenciais genéricos, visando atender o maior número possível de situações. (vista frontal, superior e lateral).  referenciais para atividades que não exijam o uso de força ou o uso de coordenação motora fina. Neste caso, a altura limita-se, no máximo, a 1,35m, mas recomenda-se não ultrapassar 1,20m, valendo essas dimensões como parâmetros para as atividades realizadas dentro da faixa de alcance dos braços (0,62m). Os referenciais de alturas recomendadas para a localização de dispositivos de acionamento de sistemas diversos por pessoas em cadeiras de rodas.
 

Acesso e Circulação para Cadeirantes
» Superfície - As áreas de circulação devem ter superfície regular, firme, estável e antiderrapante, sob qualquer condição climática, admitindo-se inclinação transversal da superfície de até 2%.

» Diferenciação - Na área de circulação, recomenda-se a utilização de faixas de piso com textura e cor diferenciadas, para facilitar a identificação do percurso pelas pessoas portadoras de deficiência sensorial visual.

Obs.: Sempre que houver mudança de inclinação ou de plano, deve-se fazer tratamento diferenciado do piso, para facilitar a indicação e identificação de tais transições.
» Juntas de dilatação e grelhas embutidas no piso - Para evitar a retenção das pontas de bengalas e muletas e das rodas de cadeiras, andadores e carrinhos, as larguras das juntas de dilatação, bem como as dos vãos das grelhas situadas no piso, não devem exceder 1,5 cm e devem ficar, de preferência, fora do fluxo principal de circulação.

» Carpetes - Devem ser embutidos no piso e nivelados de maneira que a elevação não exceda 1,5 cm. As forrações devem ter bordas firmemente fixadas ao piso e aplicadas de forma a evitar o eventual enrugamento de sua superfície.

» Dimensões - Devem assegurar faixa de circulação livre de barreiras ou obstáculos, de modo a permitir:
  1. Deslocamento em linha reta. Veja as larguras mínimas necessárias:
  2. 0,80 m para circulação de uma cadeira de rodas, pelas portas e obstáculos fixos;
    1,20 m para circulação simultânea de uma pessoa e uma cadeira de rodas
  3.  1,50 m para circulação simultânea de duas cadeiras de rodas.
  4. Manobra de rotação sem deslocamento. Veja as áreas mínimas necessárias:
1,20 m por 1,20 m para rotação de 90º
1,50m por 1,20m para rotação de 180º
um círculo de 1,50m de diâmetro para rotação de 360º
  1. Manobra de rotação com deslocamento. Veja a área ideal definida em função do raio necessário para efetuar a rotação, para permitir a passagem por corredores de diferentes dimensões. - Descanso. É recomendada a existência de área de descanso fora do fluxo de circulação a cada 60 m para piso com até 3% de inclinação ou a cada 30 m para piso com 3 a 5% de inclinação. Inclinações superiores a 5% são consideradas rampas e sujeitas às disposições específicas. Essas áreas devem ser dimensionadas de modo a permitir a manobra de cadeiras de rodas, dispondo, se possível, de bancos e encostos. Veja as especificações abaixo. 
» Rampas:
Inclinação - Deve estar dentro dos limites estabelecidos, com inclinação transversal de no máximo 2%. Largura mínima admissível de 1,20 m, sendo recomendável 1,50 m. Rampas curvas com inclinação máxima de 8,33% e raio mínimo de 3m, medidos no perímetro interno à curva.- Patamares - Devem estar disponíveis no início e término da rampa, com no mínimo 1,20 m na direção do movimento, além da área de circulação adjacente. Patamares externos com inclinação transversal máxima de 2%.
(» Guias de balizamento - Devem ter bordas laterais em forma de ressalto e altura mínima de 5cm, para orientação e proteção dos portadores de deficiência.
» Portas - Devem ter vão livre de no mínimo 0,80 m (inclusive de elevadores); ausência de esforço superior a 35,61N para puxá-la ou empurrá-la; abertura em um único movimento; maçanetas tipo alavanca; revestimento resistente a impactos provocados por bengalas, muletas e cadeira de rodas (de sua parte inferior até uma altura mínima de 0,40 m).


Fonte:http://ong.portoweb.com.br

A escassez de informação básica sobre a população com deficiência tem se constituído um empecilho para o planejamento de ações voltadas para a sua inserção social. Por isso, uma das áreas que muito merece atenção é na formação do arquiteto. Nela deve ser iniciada a conscientização quanto aos aspectos de uma arquitetura a serviço de todos, que permita atender a maior gama possível de pessoas ao mesmo tempo. Significa planejar ou projetar para a diversidade, buscar a universalidade (eventualmente com soluções específicas) Muitos jovens com deficiência poderiam ir ao cinema, prestar vestibular, assistir a jogos, trabalhar e viajar se fossem eliminados os obstáculos construídos no meio urbano, os quais impedem e dificultam a circulação das pessoas que sofrem de alguma incapacidade. Precisamos compreender e respeitar o direito de ir e vir que pertence àquelas pessoas que não encontram rampas em calçadas, portas largas, não tem acesso à sala de aula, não conseguem ler livros impressos, não compreendem auditivamente a fala do interlocutor Em decorrência disso, raramente se vê um deficiente físico em locais públicos. O que se pensa é que os deficientes são uma minoria tão grande que não se justifica tanto investimento em adaptações, equipamentos e acessos exclusivos. Porém, na verdade, é o inverso que ocorre, pois as pessoas com deficiência não frequentam locais públicos por falta de acesso na maioria das oportunidades. Na busca de uma sociedade mais justa, devesse adquirir consciência de que todas as pessoas são diferentes, bem como suas limitações e suas capacidades de superação mas, infelizmente, ainda são poucas as pessoas com deficiência que podem usufruir destes benefícios, uma vez que a maioria delas não possui condições financeiras nem mesmo para compra de cadeiras de rodas ou para pagar o transporte até a escola especial ou centro de reabilitação. Muitos ainda permanecem no lar, escondidos por suas famílias que, muitas vezes, têm vergonha de ter um filho com deficiência.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

SALVADOR SEM INCLUSÃO DOS CADEIRANTES NA ARENA FONTE NOVA

 Ex-jogador entregou aos gestores do Consórcio Arena Fonte Nova um caderno de iniciativas voltadas para questões de acesso...“
O presidente do consórcio Fonte Nova Participações, responsável pela obra, Dênio Cidreira, recebeu bem às críticas feita pelos deputados e disse que ainda há tempo de fazer mudanças no projeto para que as questões de acesso sejam viabilizadas. “Gostei muito dos questionamentos do deputado Romário sobre essa causa. Estamos tendo essa preocupação para que o cadeirante tenha acesso a qualquer lugar do estádio.'' Mas é claro que temos que entender que há uma questão de logística e de segurança para todos os envolvidos. Pelo fato de ser uma PPP (Parceria Público Privada) nos permite mudar algumas coisas. Então ainda temos tempo de fazer adaptações para fazer da nossa Arena algo mais receptivo para o nosso público”, garantiu.
A atitude do deputado foi louvável tendo em vista que a maioria dos parlamentares defendem os direitos das maioria, o acesso dos cadeirantes é deixado de lado devido à segurança e logística ao qual a arena foi projetada.



''O deficiente tem direito de assistir a um evento em qualquer nível de arquibancada ou até mesmo dentro do campo” (Romário)
O direito de ter acesso digno e confortável aos meios de transportes públicos, as vias públicas e aos demais locais que estão inseridos em uma cidade, é um direto básico de todo cidadão. Tal direito está assegurado na nossa CF/88, refletindo indiscutivelmente na dignidade da pessoa humana.
 A igualdade é fundamental para a democracia, dando a todos a equiparação no que diz respeito ao gozo e uso de direitos. Que o proposto seja executado  da melhor forma possível e que as cidades brasileiras pensem,projetem e se adequem cada vez mais em torno dos cadeirantes, afinal segundo as últimas estatísticas os números chegam há 24,5 milhões de brasileiros com deficiência.



Fonte: Globo Esportes / Foto: Eric Luis Carvalho

CURIOSIDADE: Livro ensina como edificar construções com acessibilidade.

Foi lançado recentemente o livro Acessibilidade: Guia Prático para o Projeto de Adaptações e de Novas Edificações, de autoria da engenheira civil Ana Lúcia Saad, um manual de apoio para adaptações e construção de edificações acessíveis. Lançado pela Editora Pini, o livro contém desenhos elucidativos sobre formas de implantação das soluções apresentadas na legislação brasileira.
Amplamente ilustrada com fotos de produtos e ambientes e situações adequados à legislação, o gruía prático contém especificações técnicas para acessos e rotas, estacionamentos, circulação horizontal e vertical, sanitários, escolas, bibliotecas e afins, um ambiente acessível a um cadeirante é sinônimo de possibilidade e condição de acesso, circulação, liberdade e aproximação.

Acessibilidade: uma questão de minoria.

" Maioria ou minoria são hoje, portanto, sinônimos de capacidade ou incapacidade, possibilidade ou impossibilidade dos grupos sociais se organizarem com êxito para suas ações reivindicatórias. É a força do grito e dos meios de pressão que determina se certas demandas sociais são majoritárias ou minoritárias."





Marcha da acessibilidade mobiliza sociedade em União da Vitória




A Assistente Jurídica atuante no Núcleo de Práticas Jurídicas da Uniguaçu Marivane Dirceia de Lima juntamente com o cadeirante Edson César Slonski estão realizando um projeto que trata da acessibilidade, projeto este que objetiva conscientizar a sociedade acerca do direito de acessibilidade no planejamento e execução de obras públicas em geral, especialmente nas construções, ampliações e reformas de edificações destinadas ao uso público

Segundo Marivane, a manifestação objetivou debater a importância da acessibilidade, uma vez que as pessoas portadoras de deficiência físicas têm uma vida economicamente ativa, compram no comércio local e pagam seus impostos, portanto, têm direito a ter acesso com dignidade às ruas que deslocam ao comércio local, as quais encontram-se comprometidas, uma vez que degraus desnecessários atrapalham a acessibilidade dos cadeirantes que se encontram prejudicados em razão dos obstáculos existentes nas calçadas de acesso ao comércio local como lojas, lanchonetes, cinemas, enfim ainda há muito que se fazer para garantir o direito à acessibilidade.